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sexta-feira, 4 de abril de 2008

MUNICÌPIO DE MARACÀS

Clodomiro Alves



Dados Gerais

O município de Maracás, no Estado da Bahia, com área de 2.435,20 km², tem aproximadamente 35.019 habitantes, (dados do IBGE de 2006) dos quais 35% reside na zona rural.
Localizada no Sudoeste da Bahia, a 367 km de Salvador, com altitude de 1100 metros acima do nível do mar, a Cidade tem clima frio, propício ao cultivo de flores, dentre as quais se destacam Palmas de Santa Rita, Orquídeas, Gérberas e Rosas, razão porque é conhecida como “Cidade das Flores”.
Em Maracás estão localizadas as jazidas de vanádio com o maior teor do minério já conhecido no mundo. As reservas descobertas foram avaliadas em 17,3 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 1,44% de vanádio; até então o maior teor já descoberto era de apenas 0,4%, na África do Sul. O depósito baiano será a única mina de vanádio do Brasil e de maior concentração do mundo. No local também foram detectados platina e paládio disseminados e contidos.

História

Os primeiros habitantes foram os índios da tribo Maracás (nome de um utensílio de guerra em forma de cilindro oco, de madeira, leve e fino e cheio de pedras, do qual nunca se separavam.
Em 1653, sentindo necessidade de abertura de estradas para Camamu, Maraú, Rio de Contas, Jacuípe, Jiquiriçá e Jacobina, o governo da Bahia passou a atender aos pedidos dos bandeirantes no sentido de penetrarem mais para o centro em busca das terras férteis do Orobó. O desbravamento da região, no entanto, vinha se processando lenta e penosamente em virtude das duras lutas travadas com os índios, que saíam vitoriosos na maioria das vezes. O governo da Bahia resolve, então, pedir ajuda aos paulistas, tendo remetido proposta sobre o assunto às Câmaras de São Vicente e São Paulo.
Em 1671 foi reiniciada uma ação decisiva contra os índios, cabendo aos sertanistas Baião Parente, Brás Rodrigues Arcão, sargento Pedro Gomes e Gaspar Rodrigues Adorno, o mais famoso bandeirante baiano, chefiar a luta contra os índios Maracás. Após derrotá-los, os bandeirantes passaram a ter direitos sobre as terras e sobre os índios. Em 1673, o frei Antônio da Piedade inicia o processo de catequese dos aborígines, fazendo-os abandonar seus antigos hábitos e dedicar-se aos trabalhos agrícolas.
A povoação teve inicio com a doação de uma área com uma légua quadrada (36 km²) de terras oriunda da Fazenda Água, feita por sua proprietária Maria da Paixão, para a construção da Capela de Nossa Senhora das Graças, surgindo definitivamente, nesse ponto, a atual cidade de Maracás.
Pela lei provincial nº 169 de 19/04/1855 a capela foi elevada a categoria de freguesia..Ainda em 1855 a lei provincial n° 518 criou o Município de Maracás, desmembrado de Mucugê, ocorrendo sua instalação no dia 5 de janeiro de 1856.

Administração Municipal

A atual Gestão Municipal tendo como meta a melhoria da qualidade de vida de seus munícipes, está promovendo um atendimento de qualidade nos seus mais diferentes aspectos. A educação desenvolve papel fundamental na formação dos cidadãos, conscientes de sua historia e dos desafios que se apresentam na sociedade atual. E para isto tem-se promovido a melhoria do ensino com reforma e adequação das unidades escolares e construção de novas escolas, aquisição de mobiliário e material didático; distribuição de cadernos escolares, merenda de qualidade e transportes aos alunos; incentivo ao esporte; à arte e à cultura. Os setores de saúde e assistência social vêm merecendo atenção especial com atendimento médico-hospitalar, construção de novos postos de saúde, Programa Saúde da Família e construção de casas para famílias de baixa renda. Merece destaque o cuidado que a Prefeitura de Maracás dispensa, ao aspecto urbanístico, promovendo a construção, restauração e urbanização de ruas e praças que torna a cidade mais bonita e aprazível.

Município de Gandu

Clodomiro Alves

Dados Gerais:
O município de Gandu , Estado da Bahia, possui uma população de 29.959 habitantes ( IBGE censo em 2007) e Área: 229,121 Km². Clima: quente e úmido, com temperatura média anual de 25° e média das máximas 34°. O índice pluviométrico é de: 1.100mm/ano.
Dista 290 km de Salvador ( capital ) por via rodoviária e 140 km em linha reta. A cidade de Gandu está situada às margens da rodovia federal: BR-101. Situa-se a 145 km de Itabuna e 160 km de Ilhéus.
A vegetação do Município, antes exuberante até as décadas de 50 e 60, era formada, basicamente, pela Mata Atlântica, onde existiam várias espécies raras como: Jacarandá, Peroba-Rosa, Pau-D'arco, Pequí, Jequitibá, Putumujú, Maçaranduba, Vinhático, dentre outros. Foi, em grande parte, derrubada e queimada para implantação de pastagens. O cacau, principal cultura do município que antes era plantado sob a mata, ajudando a preservar a Mata Atlântica, passou a ser cultivado sob a falsa sombra de bananeiras, tendo como conseqüência uma forte alteração no ecossistema local.
História:
O epônimo do município é Rio Gandu que banha a cidade e tem sua nascente na serra da "pedra-chata". A existência no passado de grande quantidade de jacarés guandus neste rio e nas lagoas adjacentes inspirou o nome atual da cidade. A bandeira do município de Gandu tem como símbolo um jacaré.
O Coronel Barachisio Lisboa e o engenheiro Horácio Lafer e Mesquita, foram os primeiros a visitar as terras onde hoje localiza-se a cidade de Gandu, em 1903 quando as reivindicaram para o município de Santarém
(atual Ituberá ). No dia 6 de maio daquele mesmo ano, tal reivindicação foi afinal reconhecida pelo governo do estado da Bahia.
Os primeiros a fixarem residência foram: Joaquim Monteiro da Costa, (Fazenda Pão), Manoel Cirilo de Carvalho e D. Rosalina Moura de Carvalho, ( Fazenda Gavião na vila nova de Nova Ibiá) e Salustiano Borges, donatário da (Fazenda Bom Jardim).
Em abril de 1904, um negro cortês e de jeito nobre - Fulgêncio Alves da Palma - iniciou na zona do Braço do Norte, o plantio da fazenda Jenipapo.
Em 1907 José Amado Costa e Gregório Monteiro da Costa, mais conhecido como Góes Monteiro, ambos lavradores vindo da cidade de Areia, (atual Ubaíra) iniciaram a cultura do cacau. José Amado Costa comprou uma fazenda e construiu sua primeira casa ao lado de um pé de Pequí, onde nas noites frias da terra chuvosa e úmida, dormia um corujão, denominando-a de Fazenda Corujão.
Com a construção da primeira igreja dedicada a São José, a localidade passou a ser conhecida como "Corujão".
Em 1919 Corujão era um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa, construídas para abrigar trabalhadores das fazendas, contribuindo para a formação do povoado "Corujão", que mais tarde foi elevada à categoria de Vila e passou a se chamar GANDU, subordinado a Santarém (atual Ituberá).
Em 06 de Agosto de 1920, a vila foi elevada à categoria de distrito e em 28 de Julho de 1958, através do decreto estadual n° 1008, no governo de Manoel Libânio da Silva, o município foi emancipado com os distritos de Gandu (Sede), Nova Ibiá e Itamari, que pertenciam ao município de Ituberá. Atualmente Nova Ibiá e Itamari são municípios.
Prefeitos do município desde a emancipação:

Manoel Libânio da Silva Filho (1959/1963); Orlando Pitágoras de Freitas (1963/1967);
Eliseu Cabral Leal (1967/1970); Ezequias Clementino da Silva (1970/1971);
Almir Pereira da Silva (1971/1973); Adelson Lavigne de Mello (1973/1977);
Eliseu Cabral Leal (1977/1980); Almir Ramos Carneiro (1980/1982);
Dr. Fernando Guedes de Andrade (1983/1988); Nelson Leite Leal (1989/1992);

quarta-feira, 12 de março de 2008

MUNICIPIO DE MACAUBAS

Clodomiro Alves


Dados Gerais
O município de Macaúbas, estado da Bahia está situado na Zona Fisiográfica da Serra Geral, micro-região da Chapada Diamantina Meridional a uma altitude de 690 metros. Sua área é de 3.039 km² e população de 46.554 habitantes.(conforme dados do IBGE 2006). Dista da Capital Federal 1011 km e da Capital do Estado 682 km. Faz limites, ao Norte, com os municípios de Boquira, Paratinga e Ibipitanga, ao Sul com Botuporã, Tanque Novo, Igaporã, ao Leste com Rio do Pires e a Oeste com Riacho de Santana.
O município vive basicamente da agropecuária , e agricultura de subsistência, contando a zona rural com cerca de 8.000 pequenas propriedades rurais

História
Os índios pertencentes ao grupo dos tupinaés (ramo dos tupinambás foram os primeiros habitantes da região) Existem vários sítios arqueológicos em todo o município. A formação do município começou em meados do século XVII, no lugar "Coité", quando ali chegaram os primeiros brancos e ergueram uma capela em louvor a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, ainda hoje padroeira do município. Eram bandeirantes que transitavam pelo rio São Francisco em busca de ouro e pedras preciosas.
A povoação formou-se em terras pertencentes ao município de Urubu (Rio Branco, hoje, Paratinga) do qual foi desmembrado em 1832, para constituir município independente, com o topônimo de Macaúbas, por decreto estadual de 6 de julho 1832, que também elevou a sua sede à categoria de vila. O início do seu funcionamento ocorreu em 23 de setembro de 1833. Com o crescimento do povoado, o curato da primitiva capela passou a ser a freguesia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Macaúbas, promovida pela Lei provincial nº 124, de 19 de maio de 1840. Esta denominação deveu-se à abundância de uma espécie de palmeira, que os índios denominavam "macaúba" ou "macaíba", atualmente em extinção no município.
Pela lei estadual nº 1761, de 10 de junho de 1925, Macaúbas foi elevada à categoria de cidade e sede do município, ao qual foi incorporado o território do extinto município de Bom Sucesso (atual Ibitiara) já emancipado.
A cidade cresceu em torno da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, cuja Paróquia foi criada pela Lei 124, de 19 de maio de 1840.
Na formação do povo macaubense há forte presença da miscigenação indígena com branco de origem portuguesa. O negro não esteve tão presente, pois o município era pobre e não teve muitos escravos.
O imenso município perdeu terras na década de 60, quando emanciparam-se Boquira, com o distrido de Bucuituba (Santa Rita) e Botuporã, com os distritos de Tanque Novo e Caturama, atualmente emancipados.
O território de Macaúbas apresenta "gerais" e “chapadões”. A principal elevação é a serra de Macaúbas muito extensa e uniforme, que corre o município do sul para o norte, e se eleva até 1250 metros. afluente do São Francisco pela margem direita,o Rio Paramirim, que nasce na Serra das Almas, serve de limite com os municípios de Caturama, Rio do Pires e Ibipitanga. O açude de Macaúbas, com capacidade de 20.900.000 metros cúbicos, construído pelo antigo DNOSC, permanece até hoje, quase inaproveitado.

Riquezas Naturais
Dentre as riquezas minerais tem maior importância a mina de granito azul, explorada na serra da Vereda. Há ainda minérios de cristal, ametista, barita, ferro, talco, cobre, Granitos de várias tonalidades, e águas termais.
A flora possui apenas algumas matas em volta das nascentes dos riachos e afloramento de cerrado no alto das serras, predominando as capoeiras e a vegetação rasteira, próprias das regiões secas. São encontradas madeiras diversas como peroba, pau d'arco, pequizeiro, e uma grande variedade de plantas medicinais: quina, unha d'anta, contra-erva, umburana e outras.
A fauna, apesar da ausência de grandes matas e rios perenes, possui variadas espécimes: tatu, garças, gato do mato, jacu, suçuarana, veado, teiú, cutia e outros, praticamente em extinção devido a sanha dos caçadores

Administração Municipal
A atual administração municipal, apesar da escassez de recursos, porque o município praticamente não conta com renda própria, tem buscado melhorar a qualidade de vida dos seus munícipes através da melhoria do sistema de saúde com construção e reforma de postos médico, contratação de profissionais na área de saúde; construção e ajardinamento de novas ruas e praças; construção e restauração de escolas e aquisição de mobiliário, material didático e estímulo aos professores.

*Clodomiro Alves de Souza, é bacharel em Direito, jornalista, poeta e Diretor /Editor (Artes Gráficas Do Nordeste Ltda. –Salvador-Bahia)